FMAA

Centro Cultural de Amarante

IV FESTIVAL DE MÚSICA ANTIGA DE AMARANTE

O  Festival de Música Antiga de Amarante (FMAA)organizado pelo Centro Cultural de Amarante Maria Amélia Laranjeira, está de volta para a sua 4ª edição.

A decorrer entre 8 e 22 de novembro, pretende renovar os objetivos traçados desde a primeira edição; apresentação de interpretes de nível internacional, músicos portugueses em destaque, e a valorização dos monumentos históricos do concelho e região, através da música.

Nesta perspetiva promover o património cultural dos territórios, sendo cada concerto uma oportunidade para o público, conhecer a riqueza arquitetónica revestida pelas igrejas, e espaços que acolhem estes eventos.  Destacamos na cidade de Amarante o Solar dos Magalhães, um edifício setecentista e emblemático para a cidade, a Igreja da Misericórdia de Amarante e o Centro Cultural de Amarante.

A implementação do festival na região, é uma aposta estratégica do FMAA. O esforço na descentralização da oferta cultural pelos territórios envolvidos, leva-nos nesta edição à Igreja de Santa Maria de Sobretâmega, no Marco de Canaveses, bem como ao Mosteiro de Pombeiro, em Felgueiras.

A edição de 2025, apresenta quatro concertos com características e repertórios diversificados, desde o séc. XVI ao séc. XVIII, partindo de instrumentos da época, passando pela voz, celebrando um património artístico e cultural com características singulares. Apresentamos ainda um espaço de reflexão, e debate, em torno da investigação, projetando assim uma palestra dedicada à temática – DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA MÚSICA ANTIGA NO SÉC. XXI.

O FMAA reforça a sua matriz pedagógica essencial para um crescimento sustentado no âmbito das práticas da música antiga, promovendo um workshop Contos Dançados direcionado ao público mais novo – crianças, e famílias. E apresenta um espetáculo de música e dança partindo da criação e cruzamento disciplinar, fruto do trabalho dos professores do Conservatório de Amarante.

Pretendemos que o FMAA represente, gradualmente e de forma sustentada, uma referência na cidade e na região envolvente, na difusão da música antiga, na criação e promoção do património histórico.

Presidente do Centro Cultural de Amarante – Dr. João Francisco de Abreu Laranjeira Lima

Direção Artística – Prof. Alexandre Andrade

 

 COMISSÃO ORGANIZADORA

Coordenação | Direção do Centro Cultural de Amarante

Direção artística | Alexandre Andrade

Coordenação pedagógica | Telmo Sousa, Joana Raposo e Sónia Duarte

 

APOIOS

Ministério da Cultura

DGARTES – Direção Geral das Artes

Câmara Municipal de Amarante

 

PARCERIAS

Património Cultural

Antena 2

Rota do Românico

Câmara Municipal do Marco de Canaveses

Câmara Municipal de Felgueiras

Santa Casa da Misericórdia de Amarante

PROGRAMA 2025

8 de Novembro| 10h00 - Workshop e Performance para crianças e famílias - CONTOS DANÇADOS

WORKSHOP E PERFORMANCE PARA CRIANÇAS E FAMILIAS – CONTOS DANÇADOS

Direção Artística: Joana Matado

10h00 |CENTRO CULTURAL DE AMARANTE

Horário: 10h/10h50 – Aula de movimento inspirada num conto a designar;

11h/11h30 – Apresentação do conto dançado.

Duração: 1h30

Público-alvo: dois grupos distintos:

dos 4 aos 6 anos

dos 7 aos 10 anos

Sinopse: “Contos Dançados” é uma experiência encantadora que une literatura, imaginação e movimento. As crianças têm oportunidade de mergulhar num conto – cheio de personagens, cores e emoções — que ganham vida por meio da dança e da expressão corporal. Na aula de movimento, exploram os gestos, ritmos e sensações presentes nas narrativas, aprendendo a transformar palavras em corpo e fantasia em criação. Ao final da experiência, as crianças assistem a um espetáculo inspirado no conto trabalhado, onde podem reconhecer e observar, no palco, as ideias e movimentos que experimentaram em sala. “Contos Dançados” convida cada criança a descobrir que o corpo também pode contar histórias, ampliando a escuta e a sensibilidade pela arte.

INSCRIÇÕES AQUI

– 15 vagas em cada grupo

 

8 de novembro | 19h00 - Concerto - CAMERATA E GRUPO DE DANÇA DO CONSERVATÓRIO DE AMARANTE

Concerto – CAMERATA E GRUPO DE DANÇA DO CONSERVATÓRIO DE AMARANTE

19h00 | SOLAR DOS MAGALHÃES – AMARANTE

 

A abertura desta 4ª edição do festival é inteiramente dedicada à música e às danças antigas, e terá como protagonistas os alunos e professores de música e dançado Conservatório de Amarante. Um projeto interdisciplinar que visa a interação pedagógica e performativa de professores, alunos, e convidados, numa abordagem historicamente informada, sempre em diálogo com a contemporaneidade. O espaço que acolhe este espetáculo é o Solar dos Magalhães, um dos edifícios mais emblemáticos da cidade de Amarante. As suas origens remontam ao séc. XVIII e viria a assumir um papel determinante, em 1809, ao tornar-se num símbolo da resistência à entrada na vila das tropas de Napoleão. Partindo do séc. XVIII, através da obra de A. Campra, J. B. Lully, Boismortier, e inspirados pelo passado deste magnifico espaço, bem no centro da cidade, recriamos uma atmosfera setecentistas, através da música e dança, percorrendo os espaços deste Solar. Teremos ainda uma incursão temática às Marchas e Contradanças de Policarpo José da Silva obra escrita na viragem do séc. XVIII para XIX, mais precisamente em julho de 1800. O cruzamento entre a dança, a música instrumental, e vocal, partindo de instrumentos da época, constituem assim, este espetáculo multidisciplinar.

Direção artística: ALEXANDRE ANDRADE, TELMO SOUSA, JOANA RAPOSO; DANIELA CASTRO

9 de novembro | 16h00 - Concerto - IBERIAN ENSEMBLE e DANIEL OLIVEIRA (órgão)

CONCERTO – IBERIAN ENSEMBLE e DANIEL OLIVEIRA (órgão)

Direção Musical: ALEXANDRE ANDRADE

16h00 | MOSTEIRO DE POMBEIRO (FELGUEIRAS)

 

 

O Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, em Felgueiras, recebe o segundo concerto do Festival de Música Antiga de Amarante. Neste concerto o Iberian Ensemble apresenta-se com Alexandre Andrade na flauta barroca, David Cruz no violoncelo barroco, Ivan Oliveira na teorba e guitarra barroca, e no órgão Daniel Oliveira.  O programa para este concerto será repartido pelas obras para órgão a solo e obras para o ensemble, sempre em torno do repertório do barroco. O seu órgão de tubos, em talha dourada e fundos policromados está localizado no coro-alto da igreja, e representa um dos instrumentos do auge do barroco ibérico. A acústica do mosteiro, o seu órgão de tubos, serão o foco central deste evento, numa comunhão perfeita entre património edificado e as sonoridades de setecentos.

 

 

 

 

PROGRAMA

CARLOS SEIXAS

SONATA EM DÓ MAIOR (ALLEGRO- ADAGIO- MENUET)

SONATA EM RÉ MENOR (MODERATO – MINUETO)

SONATA EM RÉ MENOR, Nº 23 (ADÁGIO-ALLEGRO)

 ANDREA LUCHESI 

SONATA EM FÁ MAIOR (ALLEGRO)

 F. HANDEL

SONATA PARA FLAUTA EM LÁ MENOR, HWV 362 (LARGUETTO-ALLEGRO)

 ANÓNIMO ITALIANO (SÉC.XVII) 

ÁRIA CON VARIAZIONI

JEAN-BAPTISTE BARRIÈRE

SONATA EM SÍ MENOR PARA VIOLONCELO

FRANCISCO XAVIER BATISTA (SÉC. XVIII) 

SONATA PARA ÓRGÃO EM FÁ MAIOR Nº 11

  1. SCARLATTI

SONATA K.81 (GRAVE-ALLEGRO-GRAVE-ALLEGRO)

 

 ALEXANDRE ANDRADE – FLAUTA BARROCA

DAVID CRUZ – VIOLONCELO BARROCO

IVAN OLIVEIRA – TEORBA E GUITARRA BARROCA

DANIEL OLIVEIRA – ÓRGÃO

  

O IBERIAN EMSEMBLE fundado em 2012 por Alexandre Andrade tem por objetivo congregar a pesquisa musicológica e a performance da música instrumental ibérica do séc. XVIII. A própria designação do grupo reporta-nos para a nossa história da música, onde músicos, e músicas, entre Portugal e Espanha repartiam os mesmos lugares de criação e fruição intercultural desde a idade média e prolongando-se até ao séc. XIX.

O grupo congrega músicos de diversos horizontes musicais, linguagens e estilos, sempre no âmbito das práticas da música antiga. Partindo do traverso (flauta barroca), e conciliando outros instrumentos; oboé barroco, fagote barroco, chalumeau, violino barroco, sustentado pelo cravo, violoncelo barroco, viola da gamba, teorba, guitarra barroca, e alaúde barroco, o IBERIAN EMSEMBLE assume variadas formações, sempre em função do repertório a ser trabalhado. A riqueza estilística dos repertórios do barroco ibério, italiano, e suas relações com o Brasil, partindo da interpretação historicamente informada, são também, os desafios colocados por todos os elementos que constituem este projeto. Desde a sua génese, tem trabalhado, ininterruptamente, com autarquias, associações, universidades, academias e conservatórios de música, museus, festivais, entidades culturais, em Portugal continental, Açores, Espanha, Reino Unido, República Checa, Croácia, Grécia, Sérvia e Brasil.

No plano da formação procura, também, fomentar o contacto e a aprendizagem, junto dos mais jovens, para o universo dos instrumentos antigos.

  

Daniel Oliveira, ÓrgãoNatural de Alenquer, Daniel Oliveira iniciou os seus estudos na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo em Linda a Velha, onde estudou órgão e cravo com João Paulo Janeiro.

Prosseguindo os seus estudos musicais, diplomou-se em órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa, sob orientação de João Vaz, licenciando-se também em cravo, pela mesma instituíção sob orientação de Ana Mafalda Castro. Realizou o mestrado em Pedagogia do Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa.

É ainda licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.

Tem estudado com diversas personalidades como Graham Barber, Ketil Haugsand, Javier Artigas, L.F. Tagliavini, J.L.G. Uriol, Kristian Olesen, Míklos Spány, Peter Holtslag e Roberto Fresco. Apresenta-se frequentemente a solo ou em grupos vocais ou instrumentais, marcando presença em vários festivais de Órgão e de Música Antiga em Portugal e no estrangeiro, sendo de destacar o Festival Internacional de Órgão de Leon (Espanha), Ciclo Internacional de Órgão de Cantábria, Festival de Órgão de Málaga, Ciclo de concertos do Santuário de Fátima, Festival de Música Antiga de Castelo Novo, Festival de Música Antiga de Santarém, Festival de Órgão de Santarém, Ciclo de Órgão de Sevilha, entre outros .

É professor de órgão, harmonia e baixo-contínuo no Conservatório Nacional e no Conservatório de Música da Física de Torres Vedras, sendo diretor do Atelier de Artes da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

Foi maestro do Coro Notas D`Alta e dirige atualmente o agrupamento Alma Veteras, dedicado ao estudo e interpretação prática da música antiga europeia, com particular destaque para a música portuguesa dos séculos XVII e XVIII, sendo ainda membro dos agrupamentos Mosaico Espiritual, Ars Eloquentia, Anim`Antiqua, apresentando-se regularmente com o violinista Marcos Lázaro e as cantora Patrycja Gabrel e Carolina Figueiredo.

Como pedagogo prepara atualmente um manual prático para o ensino do órgão na infância e é convidado regularmente para ministrar masterclasses ou formações para organistas litúrgicos.

Em 2019 gravou, juntamente com o violinista Marcos Lázaro, um CD dedicado à música Portuguesa e Italiana do período barroco, no Órgão histórico da Igreja da Misericórdia em Torres Vedras para a editora francesa FSB.

É diretor artístico do Festival de Música Antiga de Torres Vedras e do Ciclo de Órgão da mesma cidade, bem como diretor artístico do Ciclo de Música Barroca de Mafra IN MÚSICA.

É organista titular dos órgãos históricos da Igreja Matriz de Oeiras e Igreja da Misericórdia em Torres Vedras.

15 de novembro | 11h00 - Palestra - DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA MÚSICA ANTIGA NO SÉC. XXI

PALESTRA – DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA MÚSICA ANTIGA NO SÉC. XXI

11h00 | CENTRO CULTURAL DE AMARANTE

PALESTRA – DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA MÚSICA ANTIGA NO SÉC. XXI

TIAGO MANUEL DA HORA (INET-MD – NOVA/FCSH) Música no Tempo de Camões
DAVID CRANMER (CESEM/IN2PAST, NOVA-FCSH) O caso de Marcos Portugal
PEDRO RAFAEL COSTA (ANTENA 2) Públicos antigos e públicos novos. A música popular e a música antiga.
HUGO SANCHES (ESMAE-IPPORTO) Sustentabilidade e Valorização das Artes: Apoios, Envolvimento Municipal e Reconhecimento Público
DAVID CRUZ (UNIV. AVEIRO) O uso de instrumentos de época no ensino instrumental
HUGO SANCHES (ESMAE-IPPORTO)


TIAGO MANUEL DA HORA (INET-MD – NOVA/FCSH)Música no Tempo de Camões

RESUMO Camões é um símbolo incontornável da cultura portuguesa, deixando uma marca indelével na produção artística do seu tempo em diante. A música não ficou imune a esse irresistível feitiço. Alguns dos seus sonetos encontram-se, inclusivamente, musicados em partituras do seu tempo, a carimbar a banda sonora da época da expansão portuguesa. O período dos Descobrimentos não foi um capítulo mudo da nossa história, e esse é o mote desta comunicação: conhecer algumas das práticas, contextos e sonoridades musicais desta época no espaço português. Para tomar contacto com a música cultivada no tempo de Camões, há, portanto, que voltar ao século XVI, em que se dá um grande florescimento da composição musical em Portugal e da diáspora cultural também impregnada na própria música cultivada nessa época, num pano de fundo de geometria extensa, desde dentro da própria Europa até destinos mais longínquos, alcançados «por mares nunca dantes navegados», que resultam numa produção musical muito rica.

 

TIAGO MANUEL DA HORAProdutor e Musicólogo, é investigador do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (grupo de “Estudos Históricos e Culturais em Música”) da NOVA-FCSH, onde se tem dedicado à investigação histórica da música portuguesa e da produção discográfica. É doutorado em Ciências Musicais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2020) e Mestre em Musicologia Histórica pela mesma instituição (2010). Entre 2021 e 2023 foi investigador contratado do projecto “PROFMUS – Ser músico em Portugal: a condição socioprofissional dos músicos em Lisboa (1750-1985)” (INET-md / NOVA-FCSH), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Entre 2023 e 2024 fez parte da equipa de investigadores do projeto “AveMus: Música em estilo concertante no antigo Real Mosteiro de São bento da Avé Maria do Porto”, financiado pela FCT. Entre 2012 e 2014, colaborou com o CITAR-Universidade Católica Portuguesa nos projectos “Sociedade de Concertos Orpheon Portuense” e “Espólio Manuel Ivo Cruz”. É autor das publicações em livro Espólio Manuel Ivo Cruz: Música Manuscrita Portuguesa e Brasileira (UCE-Porto, 2013), Joaquim Simões da Hora: Intérprete, Pedagogo e Divulgador (Edições Colibri, 2015) e Fernando Lopes-Graça e Eugénio de Andrade: o diálogo entre a música e a poesia (Chiado Editora, 2018), bem como de diversos artigos e capítulos para publicações de âmbito científico e artístico em Portugal e no estrangeiro, além de co-editor/coordenador de outras publicações académicas em livro. Participa regularmente em colóquios e congressos nacionais e internacionais na área da investigação em música, e tem também participado em diversos concertos como comentador e organizado workshops e cursos livres de História da Música, bem como curadorias no âmbito da história da cultura. Escreve com regularidade para diversas rubricas em periódicos, programas de concertos e é autor de vários textos e argumentos para espetáculos musicais e programas de rádio (Antena 2 – RTP). No âmbito da sua especialização enquanto musicólogo, tem sido convidado como consultor para diversos projetos artísticos e científicos. É editor de recensões na Revista Portuguesa de Musicologia(SPIM/CESEM/INET-MD). É docente de Ciências Musicais no curso de Música e Drama da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Em 2011 fundou a Artway, onde foi responsável pela direção artística e produção de diversos concertos e espetáculos, com alguns dos mais destacados músicos e artistas da atualidade, nas principais salas de concertos e festivais de músicanem Portugal, destacando-se com especial enfoque a sua atividade no ramo da produção discográfica. A sua ação no universo da discografia tem-se refletido tanto como musicólogo, como produtor discográfico, tendo assinado a produção e direção de gravação de edições fonográficas para etiquetas como NEOS Records, Artway Records, Arkhé Music, Portugaler, Grand Piano, Naxos, MPMP, Inventa Records ou Toccata Classics. Entre 2013 e 2017 representou Portugal como membro associado da Association Européenne des Agents Artistiques, com sede na Casa da Cultura da União Europeia (Bruxelas).

 

PEDRO RAFAEL COSTA (ANTENA 2)Públicos antigos e públicos novos – A música popular e a música antiga

RESUMO Nas últimas décadas os gostos musicais e os públicos alteraram-se substancialmente. Durante muito tempo, os gostos centravam-se em apenas alguns compositores (em alguns casos, em apenas algumas obras), fazendo crer a muitos que a História tinha sido feita por apenas algumas figuras centrais que viveram nos últimos três séculos. Os diversos trabalhos da musicologia moderna vieram mostrar que essa não é a realidade. A História, no seu todo e na música em concreto foi feita por uma multiplicidade de intervenientes. Sobretudo nas últimas décadas foram revelados numerosos compositores e obras cujo nome se perdeu na passagem dos séculos. Também nestas últimas décadas, para lá dos melómanos, surgiram muitos apreciadores pontuais de música clássica. A minha experiência como locutor e realizador na Rádio Antena 2 da RTP, bem como na direção do Festival de Música Antiga de Castelo Novo, revelou-me uma realidade de certa forma surpreendente – por um lado os melómanos mostraram cada vez mais interesse por obras e compositores desconhecidos, e por outro lado, surgiam os ‘curiosos’, que por vários motivos chegavam a este novo mundo e acabavam surpreendidos pela riqueza de todo o património musical do passado. As sonoridades dos instrumentos originais, e os projetos onde se procuram ligações entre a música popular e a música erudita, parecem ter contribuído bastante para o alargamento dos públicos nestas últimas décadas.

PEDRO RAFAEL COSTACom formação académica na área da Musicologia, Pedro Rafael Costa é também guitarrista e alaudista. Artista e investigador versátil, aprecia particularmente as interpretações próprias de cada época, procurando através de uma multiplicidade de disciplinas, um profundo entendimento dos vários estilos que marcaram a história da música europeia. É realizador e locutor na Antena 2 da RTP e Diretor Artístico do Festival de Música Antiga de Castelo Novo.

 

DAVID CRANMER (CESEM/IN2PAST, NOVA-FCSH) O CASO DE MARCOS PORTUGAL

RESUMO A divulgação da música antiga encara diversos desafios. Se, por um lado, existe da parte de muitos membros do público um desconhecimento dos repertórios (e a tendência natural de denigrar o desconhecido), por outro, os músicos enfrentam muitas vezes uma escassez de edições modernas que permitiriam executar os repertórios desejados. O caso do destacado compositor luso-brasileiro Marcos Portugal (1762-1830) é paradigmático – desprezado por quase todos os que nunca ouviram a sua música, quer em Portugal quer no Brasil, mas louvado pelos afortunados que já tiveram a oportunidade de a ouvir. Esta palestra debruça-se um pouco sobre a carreira do compositor, focando especialmente algumas das suas obras das quais edições modernas foram realizadas nas últimas décadas, e as audições e gravações que estas edições possibilitaram. A consequência é uma lenta evolução na perceção deste compositor.

DAVID CRANMER musicólogo anglo-português, é membro do CESEM (Centro de Estudos da Sociologia e Estética Musical), na Universidade NOVA de Lisboa, e do laboratório de pesquisa interuniversitária IN2PAST. Coordena o Caravelas – Núcleo de Estudos da História da Música Luso-Brasileira. Os seus diversos interesses de pesquisa incluem a música em Portugal e no Brasil desde o século XVIII até inícios do século XX, a catalogação de arquivos e bibliotecas musicais, o compositor luso-brasileiro Marcos Portugal, Camille Saint-Saëns e as Fêtes des Arènes, em Béziers (sul de França). É autor de, entre outros livros, Música no D. Maria II: catálogo da coleção de partituras(2015), Peças de um mosaico: temas da história da música referentes a Portugal e ao Brasil (2017) e coordenador das monografias Marcos Portugal: uma reavaliação (2012) e (com Paulo de Tarso Salles) Heitor Villa-Lobos (1887-1959) and Europe (no prelo). É igualmente pianista e organista.

 

DAVID CRUZ (UNIV. AVEIRO) O uso de instrumentos de época no ensino instrumental

RESUMO O presente estudo integrou a primeira etapa de um projeto mais amplo de investigação dedicado à exploração do potencial pedagógico do ensino de instrumentos de corda friccionada modernos, através do estudo paralelo de instrumentos com montagem histórica do século XVIII. Nesta fase inicial, a atenção centrou-se no uso do violoncelo barroco como ferramenta complementar no processo de aprendizagem do violoncelo moderno. Para o estudo foi constituída uma amostra de dez estudantes de diferentes anos da licenciatura em violoncelo, que ao longo de duas semanas dedicaram um mínimo de 1h30 diária ao estudo do instrumento histórico. O material de prática consistiu em excertos musicais concebidos para explorar essencialmente diferentes golpes de arco e a produção sonora elementar. Antes do início do período experimental, os participantes gravaram os excertos nos seus violoncelos modernos, sendo as gravações analisadas através de ferramenta digital de medição espectral sonora. O mesmo procedimento foi repetido após uma e duas semanas de prática. Os resultados preliminares evidenciaram melhorias na precisão do ataque, maior regularidade da vibração das cordas e uma escuta mais atenta à riqueza harmónica do som. Este estudo-piloto evidencia o potencial da prática com cordas de tripa como contributo pedagógico relevante, configurando-se como ponto de partida para desenvolvimentos futuros no âmbito de investigações mais alargadas envolvendo outros instrumentos de cordas friccionadas.

DAVID CRUZLicenciado pela Academia Nacional Superior de Orquestra na classe do violoncelista Paulo Gaio Lima, segue os seus estudos musicais nos Estados Unidos da América na Universidade de Indiana, onde estuda com Tsuyoshi Tsutsumi e Janos Starker. Lecciona na String Academy da mesma Universidade como assistente da violoncelista Susan Moses. De 2001 a 2003 é membro da Orquestra de Jovens da União Europeia, realizando concertos em algumas das principais salas de concerto europeias e atua sob a direção de maestros como Sir Colin Davis e Vladimir Ashkenadzy. Termina, em Junho de 2014, o Doutoramento em Música na Boston University, sob a direcção dos violoncelistas Michael Reynolds e George Neikrug, tendo sido bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Na mesma Universidade trabalha na vertente de quarteto de cordas com Raphaael Hillyer, (membro fundador do Quarteto Julliard). Realiza como tese um estudo analítico sobre as obras para violoncelo do compositor Português Fernando Lopes Graça. Na mesma Universidade foi Professor Assistente de Michael Reynolds e foi premiado como membro da

Honor Society Phi Kappa Lambda. São-lhe dedicadas várias obras, a destacar a obra “Passo Cruzado” (suite para violoncelo solo), pelo compositor polaco Igor Iwanek, estreada no “Boston Portuguese Festival”, em 2012, e a obra “Circumloquios Enrevesados” pelo compositor mexicano Alejandro Castillo, estreada emAgosto de 2009, em Bloomington, EUA. Na vertente de música antiga, integra como parte dos seus estudos de Doutoramento, estudos na área da interpretação antiga e da performance de violoncelo barroco e viola da Gamba. Trabalha a nível da performance instrumental, violoncelo barroco com Sara Freiburg (Boston Barroque) e viola da gamba com Laura Jeppeson (Boston Baroque). Participa em masterclasses com Phoebe Carrai (Julliard School of Music) . É actualmente membro do agrupamento Iberian ensemble como violoncelista barroco e Gambista. De 2013 a 2018 foi director musical do projecto Violoncelos de Sta. Cristina / Festival Internacional de Violoncelo de Sta Cristina, projecto envolvendo alguns dos mais prestigiados músicos e pedagogos da actualidade. É desde 2016 professor na Universidade de Aveiro.

 

RUI CORREIA (CONFEDERAÇÃO MUSICAL PORTUGUESA)Sustentabilidade e Valorização das Artes: Apoios, Envolvimento Municipal e Reconhecimento Público

RESUMO A apresentação reflete sobre a importância da sustentabilidade e valorização das artes em Portugal. Destaca-se o papel essencial da DGARTES no apoio à criação artística, através de financiamentos que promovem a continuidade e a inovação no sector cultural.  Salienta-se também a importância das parcerias dos municípios, que, pela sua proximidade às comunidades, são agentes fundamentais na dinamização cultural local. O reconhecimento do público é outro ponto-chave, sublinhando a necessidade de investir na mediação cultural e na formação de públicos críticos e participativos. No caso específico da música, realça-se a importância da escolha do repertório e do trabalho colaborativo das equipas artísticas. A sustentabilidade da cultura depende da articulação entre políticas públicas, apoio local, envolvimento dos agentes culturais e participação ativa da sociedade.

RUI CORREIAProfessor convidado do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares – Piaget, Técnico Especialista da Direção Geral das Artes, Coordenador do Conselho Técnico da Confederação Musical Portuguesa, integra a equipa de investigação em Bandas de Música no Grupo de pesquisa CEMUPE- Centro de Musicologia de Penedo-Alagoas/Brasil, vinculado a Universidade Federal de Alagoas e ao CNP. Coordenador Internacional para intercâmbio cultural permanente do Festival de Música de Penedo, Alagoas – Brasil. Professor afeto ao Ministério da Educação (Portugal) desde 2004. Iniciou os seus estudos musicais na escola de música da Banda Musical de Arouca. Diplomado pelo Conservatório de Música do Porto no Curso de Flauta Transversal e profissionalizado em Ensino da Música pela Universidade de Aveiro. Frequentou o curso de Mestrado em Música na Universidade de Aveiro. Estudou direção de orquestra e banda, na Escuela Internacional de Dirección de Orquesta y Banda “Maestro Navarro Lara” – Espanha. É pós-graduado em Alta Direção em Administração Pública e em Gestão Cultural. Em 2001 participou no XVIII Curso Internacional de Jovens Músicos, onde desempenhou funções de solista. Tocou com várias orquestras nacionais tais como a Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica do Centro. Integrou o serviço educativo da Casa da Música – Porto. Possui o certificado de formador nas áreas de ensino de música e formação de professores. É Fundador a (APF) Associação Portuguesa de Flauta, sediada na Universidade de Aveiro. Foi-lhe conferido o Diploma de Honra ao Mérito pelos Relevantes Serviços Prestados à Cultura, em 4 de Outubro de 2006. Foi coordenador da área da música, no Ministério da Cultura (DRCN) no XVII e XVIII Governo Constitucional de Portugal. É membro fundador do agrupamento de música antiga «Ventos do Atlântico» tendo realizado concertos na área da Música Antiga em Portugal e Brasil. É co-autor dos livros “A Forja de um Maestro” e “Falando com Franqueza”. É membro da IMMS (International Military Music Society). Natural de Arouca, iniciou os seus estudos musicais na Banda Musical de Arouca, com o professor Valdemar Noites. É diplomado com o curso de Flauta Transversal pelo Conservatório de Música do Porto, profissionalizado em ensino de música pela Universidade de Aveiro. Pós Graduado em Administração Pública e Gestão Cultural pela Universidade de Aveiro e Universidade Europea Miguel de Cervantes. Estudou direção de orquestra e banda, na Escuela Internacional de Dirección de Orquesta y Banda “Maestro Navarro Lara”.  Após provas públicas ingressou na Banda Sinfónica do Exército na especialidade de músico em flauta transversal e piccolo. Professor convidado do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares – Piaget, técnico Especialista na Direção Geral das Artes, Coordenador do Conselho Técnico da Confederação Musical Portuguesa, integra a equipa de investigação em Bandas de Música no Grupo de pesquisa CEMUPE- Centro de Musicologia de Penedo-Alagoas/Brasil, vinculado a Universidade Federal de Alagoas e ao CNP. Coordenador Internacional para intercâmbio cultural permanente do Festival de Música de Penedo, Alagoas – Brasil. Professor afeto ao Ministério da Educação (Portugal) desde 2004. Tocou com várias orquestras nacionais tais como a Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica do Centro e Orquestra do Algarve. Integrou o serviço educativo da Casa da Música – Porto. É Fundador a (APF) Associação Portuguesa de Flauta, sediada na Universidade de Aveiro. Foi-lhe conferido o Diploma de Honra ao Mérito pelos Relevantes Serviços Prestados à Cultura, em 4 de Outubro de 2006. Foi coordenador da área da música, no Ministério da Cultura (DRCN) no XVII e XVIII Governo Constitucional de Portugal. É membro fundador do agrupamento de música antiga «Ventos do Atlântico» tendo realizado concertos na área da Música Antiga em Portugal e Brasil. É co-autor dos livros “A Forja de um Maestro” e “Falando com Franqueza”. É membro da IMMS (International Military Music Society).

15 de novembro | 15h00 - Concerto - ENSEMBLE MÚSICA AETERNA DE LISBOA

Concerto – ENSEMBLE MÚSICA AETERNA DE LISBOA

15h00 | IGREJA DA MISERICÓRDIA

PATRYCJA GABREL (SOPRANO); PEDRO RAFAEL COSTA (GUITARRA, ALAÚDE E TEORBA)

 

Árias barrocas…e outras canções eternas

Na Europa, a partir da viragem do Século XVI para o Século XVII, as melodias acompanhadas vão ganhar primazia sobre a esplendorosa polifonia da renascença. Nascem as melodias acompanhadas pelo que se designa, o Baixo Contínuo – uma linha melódica no registo grave com uma harmonia subjacente que acompanha todas as melodias cantadas ou tocadas.

Nessa época, a sublime tradição polifónica do Renascimento, a música popular e as novas formas eruditas de interpretar e de escrever música, vão confluir num mesmo rico caminho. Neste concerto serão cantadas árias dessa época histórica da transição do Renascimento para o Barroco e outras canções oriundas de épocas e locais variados acompanhadas por guitarra- alaúde ou teorba.

Neste concerto é proposta também uma viagem guiada por reflexões e explicações sobre cada peça, proporcionando ao público uma experiência musical e cultural mais profunda. Os comentários de Pedro Rafael Costa permitem aos espectadores ter uma visão sobre o contexto histórico e a inspiração oculta em cada obra.

 

 Programa:

Árias de compositores do período barroco: Cláudio Monteverdi, Barbara Strozzi, Marco da Gagliano, Anónimos, Stefano Landi, Sigismondo d’India, Henri de Bailly, G.F.Handel

Canções populares de origens diversas: Portugal, Itália, Espanha, Bulgária, Polónia, América latina e judeus sefarditas.

 

Patrycja Gabrel- soprano   Uma soprano excepcional, conhecida pelo seu repertório extremamente diversificado, abrangendo tanto obras do repertório clássico como peças contemporâneas. A sua voz delicada, mas ao mesmo tempo poderosa, cativa o público, e as suas interpretações são marcadas por uma sensibilidade musical profunda e uma expressividade plena de emoção. Patrycja tem mestrado em canto pelo Conservatório de Música Fryderyk Chopin em Varsóvia e pela “Escuela Superior Reina Sofia” em Madrid, sob orientação de professor Tom Krause. Desde 2010 reside em Portugal onde, com frequência, se apresenta nos principais palcos do país. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian para projectos ENOA e também membro do Coro entre 2010-2014. Patrycja participou em vários festivais internacionais como Festival d’Aix-en-Provence, Flagey Brahms festival em Bruxelas ou Festival de Música de Mação. Como solista cantou sob a direcção de Michel Corboz, Michael Zilm, Paul McCreesh, Leonardo Garcia Alarcon, Lawrence Foster entre outros. Cantou com a Orquestra Divino Sospiro, Orquestra do Norte, Orquestra Metropolitana, Orquestra da Câmara Portuguesa, Orquestra Filarmonia de Varsóvia e também com a Orquestra Gulbenkian. O seu vasto repertório inclui obras nos domínios da oratória, ópera e música da câmara, do barroco à música contemporânea.

Pedro Rafael Costa – guitarra-alaúde e teorba   Com formação académica na área da Musicologia, Pedro Rafael Costa é também guitarrista e alaudista. Artista e investigador versátil, aprecia particularmente as interpretações próprias de cada época, procurando através de uma multiplicidade de disciplinas, um profundo entendimento dos vários estilos que marcaram a história da música europeia. É realizador e locutor na Antena 2 da RTP e Director Artístico do Festival de Música Antiga de Castelo Novo.

22 de novembro | 19h00 - Concerto - DUO ANDRÓMEDA

Concerto – DUO ANDRÓMEDA

19h00 | IGREJA DE SANTA MARIA DE SOBRETÂMEGA, MARCO DE CANAVESES

FILIPA OLIVEIRA; JOSTEN GUNDERSEN (FLAUTAS DE BÍSEL)

SEMPRECANÔNECaminhos da escrita em canône, do barroco ao contemporâneo

Os oito séculos de produção musical para flauta de bisel representados nas obras de importantes compositores como Claudio Monteverdi, Henry Purcell, J. S. Bach ou Georg Philipp Telemann revelam a elevada dimensão artística que este instrumento assumiu nos principais meios culturais europeus. Hoje em dia não é excepção, com o desenvolvimento de novos estilos e abordagens musicais que se desdobram em variadas técnicas de interpretação extensivas, aliado também às tendências de outras artes, como o teatro, a pintura ou a multimédia. A composição contemporânea para flauta de bisel ou agrupamentos que incluam este instrumento em Portugal tem, nos últimos 60 anos, vindo a ser fomentada por compositores como Clotilde Rosa, César Viana, Eurico Carrapatoso, Christopher Bochmann e, mais recentemente, Sara Carvalho, Hugo Vasco Reis ou Nuno da Rocha. O projecto “Sempre Cânone” foi pensado para contribuir para o aumento da produção musical contemporânea para flauta de bisel e cooperar no seu desenvolvimento e difusão. Tem como ponto de partida a obra particular do compositor alemão Georg P. Telemann (1681 – 1767): “XIIX Canons Mélodieux” (Paris, 1736) sobre a qual quatro compositores (dois portugueses e dois noruegueses) criam novas obras para duas flautas de bisel, revisitando (sempre que possível) a técnica de escrita em Cânone. Os flautistas Filipa Oliveira e Jostein Gundersen apresentam um programa criativo, que une diferentes visões da escrita para flauta de bisel numa bipolaridade estilística inusitada.

 

 

Programa

  1. P. Telemann (1681 – 1767) Sonata em Duo I TWV40:118 Vivace – Adagio – Allegro
  2. P. Telemann Sonata em Duo II TWV40:119 Presto – Largo – Vivace

Jaime Reis (n.1983) Bálsamo.Hera (2024)*

  1. P. Telemann Sonata em Duo III TWV40:120 Spiritoso – Larghetto – Allegro assai

Pedro Figueiredo (n. 1966) In Phase (2024)*

  1. P. Telemann Sonata em Duo IV TWV40:121 Vivace ma moderato – Piacevole non largo – Presto

Julia Constance Wiger Nordas (n. 2001) Sjoroser (Rosas do Mar) (2024)*

  1. P. Telemann Sonata em Duo V TWV40:122 Vivace – Cantabile – Scherzando

Ljubov Kately (n. 1989) Back and Forward (2024)*

  1. P. Telemann Sonata em Duo VI TWV40:123 Vivace – Soave – Allegro assai

* Obra composta para o Duo Andrómeda.

 

Filipa Oliveira –  Flautista, professora e bióloga, tem realizado um percurso plural na música com a participação em inúmeros concertos com os agrupamentos Divino Sospiro, Ensemble de Música Antiga do Conservatorio Santa Cecilia de Roma, Flores de Mvsica & Capela Joanina, La Spagna, Contágio Barroco, sendo também membro fundador do Concerto Ibérico – Orquestra Barroca. Licenciada em Biologia pela Universidade de Évora, foi bolseira de investigação na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa nos anos 2008 e 2009. Frequentou a licenciatura em flauta de bisel na ESART-IPCB e completou o Mestrado em Ensino da Música – Flauta de Bisel e Música de Câmara – na ESML. Em 2011 foi galardoada com dois 1os prémios nas categorias de solista e de música de câmara nos Concursos de Jovens Intérpretes de Música Antiga. Participou nas gravações ‘Vésperas da Beata Virgem’ de João Lourenço Rebelo com os agrupamentos Flores de Mvsica e Capella Joanina, ‘Vai a Napoli!’ com Concerto Ibérico e em 2017, gravou o seu primeiro CD a solo com o integral das sonatas para flauta de bisel de Johann E. Galliard (Celle,1687 – Londres, 1749). Directora artística do Festival Internacional de Música Barroca de Faro (2016 – 2023) e Rosa do Mundo (desde 2020), colabora activamente na organização e produção do West Coast Early Music Festival (Oeiras). Participa na difusão da música antiga e da flauta de bisel em Portugal através dos Cursos Internacionais de Música Antiga de Idanha-a-nova, masterclasses e estágios de consort de flautas, sessões pedagógicas. Lecciona flauta de bisel e classe de conjunto na Escola Profissional do Conservatório Regional de Castelo Branco e no Conservatório de Música de Seia – Collegium Musicum.

 

Jostein Gundersen –  Flautista e professor na Universidade de Bergen, Faculdade de Belas Artes, Música e Design, Academia Grieg. Actualmente é vice-reitor de investigação da Faculdade e lidera ou faz parte de vários conselhos e comités nacionais noruegueses no ensino superior. De 2011 a 2023 lecionou improvisação histórica na Hochschule für Musik und Theatre «Felix Mendelssohn- Bartholdy» em Leipzig, Alemanha, e deu masterclasses, workshops e palestras em academias e universidades na Áustria, Alemanha, França, Holanda, Portugal, República Checa, Eslováquia e EUA. É fundador e director artístico do conjunto Currentes. Estudou flauta de bisel na Grieg Academy em Bergen e na Hochschule für Musik und Theatre em Hamburgo, terminando ambos os estudos com a nota mais alta. De 2005 a 2009 foi bolseiro de investigação artística do Programa Norueguês de Investigação Artística, paralelament e aos programas académicos de doutoramento. O seu projeto foi a improvisação de diminuições no repertório polifónico de 1350 – 1700. De 2015 a 2018 liderou o projeto de investigação artística «Rodas dentro de Rodas”, novas abordagens às interações entre intérpretes e compositores» na Academia Grieg. O seu agrupamento Currentes é especializado na execução de repertório medieval tardio e renascentista e na improvisação nos mesmos estilos. Lançou dois CDs pelo selo LAWO Classics, que receberam críticas muito favoráveis internacionalmente. Os seus terceiro e quarto programas em CD serão ambos gravados em 2024. Além de numerosos concertos na Noruega, Currentes já se apresentou na Suécia, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, República Checa, França, Itália e Portugal. Gundersen estreou obras para flauta de bisel a solo de diversos compositores. Participou em produções teatrais com produções Ursus (http://www.ursusproduksjoner.no) e Nemnor (http://neithernor.no) e foi compositor da produção «Souflette» com a companhia nacional de dança contemporânea da Noruega.

EXAMES NACIONAIS

 

Inscrições para a 2ª fase

 

dias 17  e  18 de julho