IV FIGA | CONFERÊNCIA “1918: AMARANTE E O MUNDO” | DR. ANTÓNIO RAMALHO DE ALMEIDA

IV FIGA | CONFERÊNCIA “1918: AMARANTE E O MUNDO” | DR. ANTÓNIO RAMALHO DE ALMEIDA

Dr. António Ramalho de Almeida, natural da cidade do Porto, no ano de 1939, é médico, licenciado pela Faculdade de Medicina do Porto, e especialista de doenças respiratórias desde 1975. Foi Diretor de Serviço no Centro Hospitalar de Gaia, onde exerceu sempre a sua atividade até à sua aposentação em 2005. Docente no Instituto de Ciências Bio Médicas Abel Salazar, na área da Terapêutica da Tuberculose. Para além da sua actividade profissional dedicou muito do seu tempo à música e à escrita, sendo autor de vários livros. Faz parte do Clube da Letra, um grupo de escritores e intelectuais brasileiros. Também colaborou na obra Respirando Artes, da Sociedade Espanhola de Doenças Respiratórias.
O ano de 1918 trouxe à Humanidade os três maiores flagelos de que há memória: a Guerra, a Doença e a Fome. A primeira Grande Guerra arrastou o Mundo para um conflito que durou pouco mais de quatro anos, semeando a morte pelos campos de luta europeus, entre soldados e civis.  Em Abril desse ano cai sobre o mundo uma terrível doença, a Gripe Pneumónica, também chamada Gripe Espanhola. Uma calamidade sem paralelo na história da Humanidade que, para além dos mais de 50 milhões de mortos, foi o motivo crucial para o fim da Guerra.
Amarante sofreu as consequências de forma tímida e resignada, vendo partir para a Guerra quase meio milhar de filhos seus. Muitos nem regressaram, ficando sepultados longe da sua terra, fazendo parte daquele mundo enorme chamado Soldado Desconhecido. Outros regressaram após alguns meses de cativeiro em território alemão e outros ainda regressaram para serem confrontados com uma doença que teve aqui um comportamento dramático.
Dois nomes devem ser lembrados: Amadeo de Souza Cardozo, o pintor modernista preparado para grandes voos, mas que se ficou pelos 31 anos e que viu morrer de forma dramática alguns elementos da sua família com a doença que o viria a matar, a 25 de outubro de 1918, evocando-se, assim, este ano, o centenário da sua morte. E Ana Guedes da Costa, a primeira mulher enfermeira em Portugal, que arriscou a sua vida a tentar salvar os doentes atingidos pela Pneumónica, transformando a sua casa num Hospital, com um sentido de abnegação e de dádiva que a tornaram um exemplo digno do nosso orgulho e da maior admiração.
A Conferência “1918: Amarante e o Mundo”, faz parte do cartaz do IV Festival/Concurso Internacional de Guitarra de Amarante e terá lugar no dia 5 de julho, às 22h00, no Auditório do Centro Cultural de Amarante.

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