Masterclass de Trompete com Vasco Faria dias 4 e 5 de fevereiro no CCA

Masterclass de Trompete com Vasco Faria dias 4 e 5 de fevereiro no CCA

Foi-lhe conferido o Grau de Doutor em Música e Musicologia – Interpretação pela Universidade de Évora, o Grau de Mestre em Estudos da Criança – Educação Musical pela Universidade do Minho (Distinção) e o grau de Mestre em Ensino de Música na Universidade Católica. Estudos prévios incluem a Licenciatura em Instrumento – Trompete, na ESMAE, bem como o Curso de Instrumentista na Artave (ambos com 18 em 20) como discípulo de Kevin Wauldron, Stephen Mason (Lisboa) e Pierre Dutot (Bordéus). Realizou formação complementar avançada de trompete com Maurice André (Zurique, Suíça), Eric Aubier e Philip Smith (Lisboa), e Hakan Hardenberger e John Aigi Hurn (Porto), Vincent Penzarella, Adolph Herseth e Konradin Groth (Nova York).

A investigação produzida incide em temáticas como: “O Ensino da Trompete em Portugal: Uma concepção pedagógica para a Iniciação ao Instrumento” (2009), “Repertório para Trompete em Portugal de 1980 a 2010: Três Estudos de Caso” (2018) e “A importância da utilização do visualizador no processo de ensino-aprendizagem da Trompete” (2020). Foi o coordenador artístico e científico dos projetos “Música com História – A Música visitando a História” e “Ontem, Hoje e Amanhã – Preservar o Passado para construir o Futuro” na Sociedade Musical de Pevidém, no âmbito do projeto “Tempos Cruzados” da Guimarães2012 – CEC.

Vasco Silva de Faria iniciou seus estudos musicais em 1988 com o seu pai, Sidónio de Faria e Manuel Silva, ingressando na Sociedade Musical de Pevidém e no Orfeão Coelima no ano seguinte, sob a direcção do maestro Francisco Ribeiro.

Como membro das orquestras de estudantes, trabalhou na Orquestra Sinfónica Artave, Orquestra de Sopros Artave, Orquestra Sinfonieta da ESMAE, bem como, como músico convidado, na Orquestra de Sopros Nacional dos Templários. Foi premiado com várias bolsas de estudos e bolsa de mérito pela Fundação Calouste Gulbenkian entre 1995-2000, bem com um Diploma de Mérito pela Sociedade Martins Sarmento (1989), Rádio e Televisão Portuguesa (RDP) no Prémio Jovens Músicos nas categorias de Música de Câmara – nível médio (1994) e Solista – nível superior (1999). É membro do International Trumpet Guild (ITG).

A experiência de ensino inclui Ações de Formação, Workshops, Masterclasses e Cursos de Aperfeiçoamento em Guimarães (1998), Ponte de Lima (1999 e 2000), Ruivães (2006 e 2007), Braga (2009, 2016, 2018 e 2020), Vale de Cambra (2005), Paredes (2007, 2008, 2009, 2012 e 2013), Viana do Castelo (2010), Paços de Brandão (2011 e 2014), JOBRA (2012), Amares (2012), Felgueiras (2014, 2015 e 2016), Darmstadt – Alemanha (2016), Guia (2016 a 2019), Póvoa de Varzim (2017), Poznan – Polónia (2017 e 2019), Vilar de Paraíso (2017), Matosinhos (2018 e 2019), Santa Comba Dão (2019), Castelo de Paiva (2019) e Porto (2020), e Banda Juvenil do Norte Alentejo (FIJUNA), em Portalegre (2002 e 2003), bem como cargos de ensino permanente na Academia de Música de Paredes, ARTAVE, EPMVC, EPME e ESMAE. É júri convidado do Concurso Nacional de Trompete Póvoa de Varzim desde 2011.

Como músico profissional de orquestra, Vasco Silva de Faria colaborou com maestros de renome, tais como Andris Nelsons, António Saiote, Cesário Costa, Christopher König, Christophe Millet, Emilio Pommarico, Ernst Schelle, Hans Martin Rabbeinstein, Joana Carneiro, José Luís Borges Coelho, Marc Tardue, Martin André, Omri Hadari, como membro da Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Musicare, Orquestra Académica do Porto, Orquestra Nacional do Porto, Remix Orquestra Barroca e Orquestra Sinfónica Portuguesa. Foi o trompetista convidado pela Porto2001 – CEC, para a ópera “Satyricon” de Bruno Maderna sob a direcção do maestro Aldo Brizzi. É desde 2007, o primeiro trompete na Orquestra da Universidade do Minho.

Apresentou-se amplamente como solista em Portugal, Espanha, Suíça, Alemanha e Polónia, em recitais com piano e órgão e com Orquestra Académica da Universidade do Minho, Orquestra Sinfónica Artave, Orquestra de Sopros da Academia de Música Valentim Moreira de Sá, Orquestra de Jovens Luso-Alemã, Banda Sinfónica da Universidade do Minho. Apresentou-se também em recitais, Duo de Trompete com o trompetista Luís Granjo e Duo de Trompete e Órgão, “Trompetissimo Barocco”, com o trompetista Manfred Bockschweiger. Em 2015, fez a estreia mundial da obra que lhe foi dedicada, “Concerto para Trompete e Cordas” do compositor português Sérgio Azevedo.

Como maestro, Vasco Silva de Faria teve a oportunidade de dirigir solistas de prestígio internacional, tais como Pierre Dutot, Quarteto Vintage, Bruno Flahou, Thierry Thibault, Luís Pipa, Nuno Cachada, Nuno Machado, Vítor Faria, Iva Barbosa, Rogério Ribeiro, Nuno Pinto, Job Tomé, Sandra Azevedo, Sofia Escobar, Ana Maria Ribeiro, Tiago Bento, Elísio Cruz, Flávio Pereira e Catarina Pereira, entre outros. Como trompetista e maestro gravou para a Cardoso & Conceição o CD “One Moment in Time” (2001), para a Afinaudio o CD “Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe” em 2007, e para a SPL o CD “Banda Musical de Pevidém em Concerto” (2012 – gravação ao vivo), o CD “Summon the Heroes” (2017), BMP “Sempre” (2017), e conta com mais de seis dezenas de DVD’s editados quer como Solista, quer como Diretor Artístico e Musical.

É Diretor Artístico da Sociedade Musical de Pevidém, maestro da Banda Musical de Pevidém desde 2007 e da Orquestra Juvenil de Pevidém, da qual foi maestro fundador em 1999, trabalhou ainda como Diretor Artístico Adjunto do Orfeão Coelima desde 1997 até 2018, assumindo a função de Diretor Artistico e Maestro entre 2019 e 2021. Fundou o Decateto de Metais de Guimarães e o Ensemble de Trompetes de Guimarães em 2000.

No âmbito da Guimarães2012 – CEC, dirigiu a Banda Musical de Pevidém no Espetáculo de Abertura em conjunto com o grupo “La Fura dels Baus”, e nos concertos “ Cinema em Concerto” a Banda Musical de Pevidém e a Orquestra Juvenil de Pevidém, e a Fundação Orquestra Estúdio com o solista Jorge Almeida e o narrador Jorge Castro Ribeiro, onde fez a estreia mundial da obra “Abertura em forma de Pena” do compositor Telmo Marques. Ainda neste campo de ação foi o coordenador artístico e científico pelos projetos “Música com História” e “Ontem, Hoje e Amanhã – Preservar o Passado para construir o Futuro” na Sociedade Musical de Pevidém e onde também colaborou como trompetista.

Em 2015 foi distinguido com o Prémio de Melhor de Maestro (9 em 10) no XVI Certamen Internacional de Bandas em Aranda de Duero, Espanha e com Voto de Louvor da Câmara Municipal de Guimarães e Junta de Freguesia de Selho São Jorge – Pevidém,  onde a Banda Musical de Pevidém obteve o 1º Prémio (9.3 em 10). Ainda com a Banda Musical de Pevidém obteve o 3º Prémio na 1ª categoria no XII Certame Galego de Bandas em 2018 e o 2º Prémio no 46º Certamen Internacional de Bandas de Música Villa de Altea em 2019.

Vasco Silva de Faria é Professor Convidado Equiparado a Auxiliar do Departamento de Música do ILCH da Universidade do Minho e docente no Conservatório de Guimarães (antiga Academia de Música Valentim Moreira de Sá). É Director Pedagógico da Academia de Música Comendador Albano Abreu Coelho Lima.

Vasco Silva de Faria é artista Vincent Bach (https://centerstage.conn-selmer.com/artists/vasco-faria) e toca em trompetes Bach Artisan e Centennial.

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